Um ano

No início eu tive medo de que você não gostasse de mim. Eu gosto que gostem de mim.IMG-20160828-WA0012
Depois, eu tive medo de que eu não gostasse de você.
E agora, eu estou em pânico porque acredito que te amo demais.
Nunca foi como eu queria, como imaginava. Veio de uma situação que desde antes do começo eu já considerava não ideal. Hoje não sei mais o que eu penso a respeito.
Vamos combinar que eu tive que te pedir em namoro e isso é tão triste porque eu sou machista nesse ponto, mas simplesmente não conseguiria prosseguir sem saber que caminho era esse que eu estava tomando.
Eu não imagino como acordar sem o seu bom dia, porque mesmo quando acordo antes de você, eu espero que você fale comigo. E eu preciso te dar boa noite todo dia. Claro que eu prefiro muito mais os “boas noites” e os “bons dias” dados pessoalmente, mas é que não depende só de mim.
Eu queria que você concordasse mais comigo, eu adoraria que você saltasse sem paraquedas nas minhas mais doentes ideias, mas talvez não seja disso que eu preciso.
E, muito provavelmente, se eu não tivesse do que reclamar sobre você nós seriamos o casal mais perfeito do mundo, o que não pode ser alcançado. Tem mais de um ano que namoramos, segundo você, e vai fazer um ano que namoramos oficialmente no próximo dia três.
Eu certamente te amo mais do que já amei alguém, e a cada dia isso aumenta. Não sou a namorada perfeita, não sei bem do meu futuro promissor mas espero que seja feliz e enquanto você quiser ficar vai ser muito bem vindo na minha vida cheia de ansiedade, cara de bunda, pitis infantis e amor!

Ansiedade e seus pormenores

Para quem já leu um dos meus livros – Perdas ou Encontros – sabe da minha querida Alicia. Ainda tem um livro pra vir por aí, continuando e pseudo terminando a história da Ali. Ainda tem infinitas coisas sobre ela que eu preciso escrever, mas as ideias estão sempre ai. Pulando na minha cabeça.

Diferente da Alicia, a Olívia vai aparecer na história já adulta e enfrentando os problemas de ~ ser adulto ~ além de um transtorno de ansiedade baseado em (mim) ;)! E é agora que eu mudo o foco do texto.

SIIIIM! Eu sofro de crises de ansiedade e queridos é uma bosta. Especialmente porque, tirando quem sofre do mesmo mal, os privilegiados com uma mente sã, não entendem. Acham que não passa de frescura e fraqueza, pois bem, NÃO É!
E o pior são aqueles discursos SENSACIONAIS baseados em nada que dizem que isso é ‘falta de: igreja ou rola. NECESSARIAMENTE! Claro que fé ajuda nas coisas, mas rola, pode causar maiores ansiedades. RISOS!

Brincadeiras a parte, entendam que isso é um assunto sério. É muito difícil estar na nossa cabeça, em geral não pensamos racionalmente e o que é um pequeno grão de areia para não ansiosos se torna uma verdadeira tempestade de areia avassaladora nas nossas lindas cabeças.

Não adianta vir com discurso pronto e papos do tipo: “mas isso vai passar”, “daqui a pouco melhora” e ESPECIALMENTE “você precisa se acalmar”.
Eu não preciso de nada, e inclusive você está me deixando mais nervosa. Sabe porquê? Porque quando alguém pseudo normal te fala que vai dar tudo certo e que você precisa se acalmar isso faz com que você se sinta mais maluca. “Por que eu não consigo pensar racionalmente e ter esse pensamento positivo? Eu tenho algum problema!” E bem, eu, pelo menos, fico mais desesperada.

É tipo quando você vai em um velório, não há nada no mundo que você diga que vá fazer o ente querido ficar menos triste pela perda. Quando alguém está passando por uma crise de ansiedade, se debulhando em lágrimas, nada do que você diga vai fazer essa pessoa se sentir melhor. Abraço pode! Mas silencioso.

Outra coisa, não pergunte porque a pessoa está chorando. Porque em grande parte das vezes o ser será incapaz de formular uma razão. É apenas uma tristeza, impotência e dor tão grande que você não sabe explicar. Teorizar que devíamos ser muito gratos por não passarmos fome e nem termos doenças terminais também não ajuda. Eu, pelo menos, me sinto ainda pior por não conseguir ficar feliz mesmo tendo tudo o que eu tenho. E ai, é ladeira abaixo.

Eu sei que é difícil entender o outro. Especialmente as ~desabilidades~ do coleguinha mas vamos ser mais legais! “Todo mundo que você conhece está lutando com alguma coisa, seja legal”

Beijos

40 coisas sobre mim

1 – Eu estou sempre lendo ou querendo ler alguma coisa;
2 – Eu assisto mais de 20 séries;
3 – Eu durmo MUITO, se tem uma coisa que eu amo na vida, é dormir;
4 – Nunca passei uma noite em claro para estudar. Nunca, JAMAIS! Nem na escola, nem na faculdade;
5 – Eu tenho um yorkshire que se chama Pedro e eu falo dele como se fosse meu filho. E sempre acho engraçado a cara de surpresa das pessoas quando falo que ele não é uma criança;
6 – Eu estou formada em Engenharia Elétrica e apesar de saber os mil cargos que posso ocupar, tenho dificuldades em explicar para terceiros o que um engenheiro eletricista faz;
7 – Eu falo com a minha melhor amiga todo dia no telefone, por pelo menos uma hora;
8 – Eu nunca terminei uma amizade por causa de brigas. Naturalmente me afastei de algumas pessoas;
9 – Quando eu era mais nova tinha uma preocupação enorme em saber tudo. Ficava para morrer se eu não soubesse uma resposta. Hoje em dia aprendi que ninguém é obrigado a saber tudo e sinto um alívio gigante em poder dizer “não sei”;
10 – Eu quero ter filhos, em algum momento da vida, mas ficar grávida é algo que me apavora muito;
11 – Hoje que dou aula, entendo a frustração de muitas das pessoas que me deram aula na faculdade;
12 – O nome do meu pai e da minha mãe é composto e por alguma razão eu detesto nomes compostos;
13 – No Ensino Médio minha maior preocupação – depois de entrar na UFRJ – era morrer virgem;
14 – Falando em UFRJ, eu sempre quis estudar lá e apenas lá;
15 – Não tenho bandas/cantores/atores ou autores preferidos;
16 – O meu pé fica 90% do tempo gelado, mesmo no verão;
17 – Eu tenho e sempre tive pouquíssimos amigos. Tenho preguiça de pessoas;
18 -Antigamente eu adorava discutir e ficar com a razão, hoje prefiro a paz de espirito do que a razão;
19 – Eu sou chata. INDISCUTIVELMENTE chata. Reclamo das coisas e implico;
20 – Sobre implicar: se eu implico com alguém sem ter motivo, em geral estou certa. Testemunhas podem argumentar a respeito;
21 – Os melhores três anos da minha vida foram o Ensino Médio Eu sei que é triste. Mas eu era simplesmente feliz. Talvez pela falta de preocupações, pela ilusão – que a faculdade arrancou de mim – ou pela idade;
22 – Eu me dou bem com adolescentes apesar de não ser muito fã de crianças;
23 – Gosto mais de cachorros do que de pessoas;
24 – O livro que mais mexeu comigo até agora foi QBVII. Eu senti um terror absurdo quando li as partes das câmaras de gás;
25 – Nunca gostei de bonecas;
26 – Não entendo porque Youtuber publica livro;
27 – Estou procurando um emprego que seja relacionado a engenharia/finanças. Me contrata?;
28 – Se eu tivesse todo o dinheiro do mundo, compraria uma casa de campo no interior da Inglaterra para morar durante seis meses do ano. Nos outros seis meses viajaria o mundo;
29 – Nunca quis casar na igreja. Aliás, não queria nem casar. Hoje estou incerta sobre o assunto;
30 – Eu sempre gostei de inventar histórias;
31 – Eu não gosto de mentiras e eu não minto;
32 – Eu sou direta, o que pode ser encarado como grosseria, mas eu prometo que não é;
33 – Eu tenho nervoso de gente muito legal e que acha que é amiga de todo mundo;
34 – Tenho preguiça de muitas coisas e odeio retrabalho. Quer me matar é pedir pra refazer alguma coisa. Por isso, me esforço para fazer no limite da minha total capacidade;
35 – Não gosto de bater boca, mas tenho uma péssima mania de guardar as coisas com o único propósito de jogar na cara futuramente;
36 – Não me pinto como uma pessoa maravilhosa, porque sei que ninguém é maravilhoso;
37 – Muitas vezes supervalorizo as coisas ruins que as pessoas falam de mim e/ou para mim;
38 – Sofro de ansiedade;
39 – Meu maior medo no mundo é morrer sem ter feito as coisas que eu quero fazer;
40 – Meu maior objetivo na vida é me sentir realizada.

Necessário

Olhando pro nada e desembaraçando as pontas dos cabelos, num gesto tão característico e constante que chega a ser um TOC, pensa no barulho que sai da pequena caixa e sente que aquelas aulas de física 2 ao que parece ter sido uma vida atrás, tinham algum sentido (estas se não conhecimento trouxeram um amigo muito querido). A calculadora salvadora de vidas que está na bancada esperando pra mais uma vez ser usada… E a eletrônica envolvida nesse absurdo de ferramenta. ODEIA essa matéria. O celular (eletrônico ¬¬) ligado na tomada faz com que um sorriso de contentamento apareça no rosto. Eletricidade. Lembra das discussões, regadas a Antártica numa mesa do Grêmio, sobre a sonhada Belo Monte. No fundo está tudo interligado. Tanto o odiado quanto o muito amado. Numa tentativa pífia de manter a parte real dos pólos no semiplano da esquerda estica os dedos doídos pelo frio e digita: “Os professores do EM estavam errados, na faculdade não se estuda somente o que se gosta. Estuda-se o que é preciso para ser bom naquilo que se gosta.”
Boa noite. 

Pós Carnaval

Olha pro livro que há meses quer ler enquanto come biscoito da vaquinha com café. Volta os olhos pra tela a tempo de ver que alguns arquivos que não lhe interessam foram adicionados ao seu Dropbox.
Responde no facechat a uma conversa sobre Dexter ao mesmo tempo que é informada de que teve um terremoto na cidade do Porto. Olha pro esmalte Gabriele que acabou de usar pra pintar as unhas e chega a conclusão de que elas, unhas, ficaram uma bosta. A trilha sonora é um jogo ai da Copa da Uefa. Não interessa. Lembra do livro inacabado, dos trabalhos e relatórios pra faculdade antes que a depressão consuma um tweet surge na tela. Ri. Quarta-feira de cinzas, qual é mesmo a diferença desta pras outras quartas? Hmm… Desse último período seriam as aulas de eletrônica, nunca assistidas. Logo, não há diferença nenhuma.

Feliz mais do mesmo!

Tarde de Domingo

Eu que tenho como paixão mais longa e duradoura, o amor pelo frio, preciso confessar que quero meu shorts e havaianas de volta.
Quero rabo de cavalo alto e óculos escuros na cara lavada, usados em uma tarde ensolarada. Quero assistir vitória de virada do Gigante da Colina.
Quero conversa franca e sem restrições.
Quero brilho no olho, gargalhada honesta e aquele zumbido das outras conversas como tema de fundo.
Quero língua solta e verdade crua.Quero falar pelos cotovelos e não apenas da boca pra fora.
Quero as piores histórias, os melhores casos e quero especialmente a chatice de saber do dia a dia.
Quero a incerteza segura de confiar no desconhecido.
Quero que o tempo voe pra que essa futura tarde de domingo se torne presente.

– Garçom, trás dois copos e vai trazendo o álcool porque o que eu mais quero nessa conversa é sinceridade.