A Garota no Trem – Paula Hawkins

Oi, pessoas!
Eu estava meio que querendo ler esse livro porque todo mundo estava lendo. Mas não sabia bem do que se tratava. Eis que assisti, bem sem querer, o trailler do filme e fiquei tipo: PRECISO LER O LIVRO! O filme ainda não assisti.

Orelhas do Livro

“Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.”

img_20161113_123641

Minhas Impressões

Moleque! HAHAHAHAHA Eu comecei a ler e fiquei meio cconfusa. Sério. Achei que a história seria toda contada por Rachel – a garota no trem – mas não. Tinha mais duas narradoras. Estranho. No final do livro fez TODO o sentido essa escolha e eu tenho mesmo que aplaudir a Paula Hawkins. Essa é uma história de crime. De assassinato. De amor. De loucura. De doença. De agressão. É um livro atemporal, so far, porque aborda um tema muito recorrente na nossa sociedade e que especialmente, nós mulheres, acabamos por nos interessar mais. Seja porque já termos passado por algum relacionamento abusivo ou por conhecer alguém nessa situação. [Adendo: Lembre-se sempre: “Ele não te bate mas” Relacionamento abusivo não tem a ver apenas com violência física, ok?]

Ao desenrolar da história novos suspeitos aparecem e Rachel, que acreditava que não tinha qualquer relação com a garota desaparecida, percebe que ela pode estar diretamente envolvida. O livro tem poucos personagens, o que eu acho bom. Você acaba tentando entrar na mente de deles e entender o que eles estão escondendo. Eu recomendo DEMAIS! Acredito que o filme seja muito bom também, até porque esse tipo de livro não tem como fugir muito.

Beijos!

Autor(a): Paula Hawkins
Páginas: 378
Ano: 2015
Editora: Record
Avaliação:

Hora Zero – Agatha Christie

Vigésimo livro lido em 2015! UHUUULL Ainda é pouco, mas estou me encaminhando para dois livros por mês! Felicidade.

Bem, não é novidade que eu li uns trocentos livros da AC, ela é uma fofa, e eu queria ter sido amiga dela. Como todo ser humano normal, tenho preferência pelos livros com Hercoule Poirot, porque né? Como não amar?! Eu tenho esse Hora Zero no computador há uns bons anos mas nunca tinha pego para ler. Passei para o Kindle, que faz milagres, e li rapidinho.

Sim, tem um fio de cabelo na minha foto. Fiquei com preguiça de tirar outra porque só vi agora. Beijo.

Minhas Impressões
 
Geralmente, os livros da Agatha (fazendo a íntima) começam com a morte de alguém, e ai fica o livro todo resolvendo quem foi que matou, porque matou e tudo o mais. Esse livro é bem diferente nesse sentido, porque conta a história toda e depois alguém morre. É meio que para evidenciar que os crimes planejados, não começam no momento do crime, mas sim muito tempo antes. Quando o plano é traçado. Achei bastante legal esse jeito ‘novo’ de escrever. De resto, continua a mesma coisa de todos os livros dela, muita descoberta psicológica e pouca evidência física. Durante o livro – como ela sempre faz – você é levado a acreditar que tal personagem é culpado, ou nesse caso, será o culpado. E chega no final e é tudo tão diferente do esperado.
Como comentei lá em cima, eu gosto muito do Hercoule Poirot, mas nesse livro nem senti falta dele. Eu queria tanto que alguma coisa acontecesse que acabei esquecendo que ele não estava.
Única coisa que não me agradou foi o final depois do clímax, tipo o epílogo, sabe? Achei muito sem noção. Mas ela escreveu isso há mil anos e naquela época devia fazer sentido. Ou fazia tanto sentido quanto 50 tons de cinza faz para mim hoje, ou seja, nenhum.
A minha edição é Ebook – da foto com cabelo.
Autor(a): Agatha Christie
Ano:2001
Páginas: 278
Editora: Record
Avaliação: 

As Areias do Tempo – Sidney Sheldom

Sidney Sheldom foi um dos primeiros autores que eu li, desde que comecei minha saga pela leitura aos 15 anos. E logo, me apaixonei pela maneira simples e cativante com que ele escrevia. Um livro após o outro e hoje, acredito, já ter lido quase todos. 

Comprei As Areias do Tempo no início do ano, com vários outros livros. Ia começar por esse, mas achei os primeiros dois capítulos chatos e acabei dando preferência pros outros. Agora resolvi ler. Ele estava ali me olhando. E afinal era Sidney Sheldom. A má impressão dos primeiros capítulos logo passou. Talvez eu que não estivesse num bom dia quando comecei a ler. Quem vai saber?
Sinopse


As Areias do Tempo – Quarenta anos após a Guerra civil a Espanha ainda é um país fragmentado, sacudido pelo ressurgimento de movimentos separatistas. Ë nesse cenário, na segunda metade dos anos 70, que Sidney Sheldon desenvolve sua história: o confronto entre o terrorista basco Jaime Miró, que liberta da cadeia dois companheiros condenados à morte, e seu perseguidor, o coronel Ramon Acoca, que invade o esconderijo dos fugitivos, um convento na região rural de Àvila. Sheldon narra o drama de quatro freiras, arrancadas da paz da clausura para a agitação de Madri, onde conhecem o perigo e a paixão.

Resenha
O livro contextualiza as reivindicações do ETA – Euskadi Ta Askatasuna – grupo terrorista que quer a separação do povo Basco do resto da Espanha. O livro se passa na década de 70 do século XX e anexa a história do líder do ETA, Jaime Miró com a vida de 4 freiras da Ordem Cirtecense uma das ordens de freiras mais duras que se conhece. As freiras são isoladas do mundo exterior, não podem se olhar entre si e tão pouco falar. A vida das quatro freiras se cruzam com as dos terroristas bascos quando o convento é invadido pelo Exército Espanhol à procura de Miró. 
Há ação, suspense e, típico de Sheldom, alguns romances inesperados, ou talvez óbvios demais, rs. E, claro, muitas reviravoltas. O que eu mais curti do livro foi a relação entre fé que ele criou. A fé das freiras em Deus. E a fé dos bascos em sua causa.
Pra quem não tem o hábito de ler, Sidney Sheldom é uma excelente escolha. Porque ele envolve o leitor. Caso não queira começar por esse, eu sugiro A ira dos anjos. Foi o primeiro dele que eu li. E é simplesmente, fantástico.
A minha versão é essa ai da foto. 🙂
Autor(a): Sidney Sheldom
Ano: 2011
Páginas: 416
 Editora: Record
Avaliação: